O espaço da História

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Introdução

Quando a guerra começou, em 1914, foram colocados em confronto dois sistemas de alianças: a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente. A primeira englobava a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália (que se declarou neutral no início do conflito). A segunda era constituída pela França, Rússia e Reino Unido. Nestes dois sistemas estavam presentes todas as Grandes Potências europeias. No decorrer da guerra, outras potências aderiram a cada um destes blocos. Portugal, aliado de Inglaterra, entrou na guerra em 1916.

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1 - As Guerras da Unificação Alemã

A região da Europa que ficou conhecida como Alemanha era, antes das Guerras Napoleónicas, um território habitado por cerca de vinte e três milhões de habitantes distribuídos por 314 territórios independentes, governados por autoridades seculares ou religiosas. Grande parte desta região estava incluída no Sacro Império Romano-Germânico sob domínio da Casa de Habsburgo. Tratava-se de um território politicamente muito fragmentado e economicamente subdesenvolvido. Para esta última característica contribuía a ausência de um mercado unificado e a uma estrutura social antiquada em que prevalecia o poder feudal.

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7 - A Entente Cordiale

Entente” é uma expressão diplomática que refere um acordo entre dois ou mais Estados e que é diferente de um tratado estabelecido com as formalidades que é normal cumprir. Enquanto os tratados realizados seguindo as formalidades em uso são, em princípio pormenorizados, isto é, especificam de forma clara como cada uma das partes deve agir, a “Entente” é um acordo pouco detalhado quanto às acções que competem desenvolver por cada uma das partes embora possa, à semelhança dos tratados, ser bastante específico quanto aos objectivos. [EVANS, 1998, p. 149]

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6 - A Aliança Franco-Russa e a aproximação franco-italiana

Alianças e focos de tensão na Europa depois de 1890

Guilherme II da Alemanha, imperador desde Junho de 1888, em desacordo com Bismarck na generalidade dos assuntos do governo do Império, pressionou a demissão do Chanceler e definiu uma política externa diferente daquela que até aí tinha sido seguida. A política alemã, que se baseava inteiramente na sua supremacia europeia, passou a ser uma política mundial (Weltpolitik) e lançou a Alemanha na corrida colonial. As alterações na política externa da Alemanha passaram também por uma alteração importante no relacionamento com as outras Grandes Potências.

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5 - A complexidade e o desmoronamento do sistema de Bismarck

A crise nos Balcãs

Pelo artigo II do tratado que instituía a Liga dos Três Imperadores (1881), a Áustria-Hungria e a Rússia comprometiam-se a só alterar o status quo territorial da Turquia na Europa (Balcãs) após estabelecerem um acordo entre elas. No entanto, ambas as Potências foram alterando em seu proveito a situação que tinha sido estabelecida no Congresso de Berlim (1878) e estas alterações abriram uma nova crise nos Balcãs. A Sérvia, a Roménia e a Bulgária foram o objecto da acção daquelas duas Grandes Potências influentes na região.

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4 - A Tríplice Aliança

A 28 de Janeiro de 1859, foi assumido um acordo verbal e secreto, em Plombières-les-Bains, França, entre o Conde Cavour (1810–1861), Primeiro Ministro do Reino da Sardenha (também designado por Reino do Piemonte) e o Imperador dos Franceses Napoleão III (1808-1873). O Acordo de Plombières destinava-se a reunir os esforços da França e Piemonte por forma a expulsarem os Austríacos da Península Italiana. Este acordo foi estabelecido no âmbito do processo de unificação de Itália e, a curto prazo, previa a libertação do Reino da Lombardia-Venécia e a formação do Reino de Itália no norte da Península. Nada tinha sido acordado quanto aos restantes territórios da Península Italiana. Em troca do apoio prestado, a França receberia Nice e Sabóia. O conflito que se seguiu, a Segunda Guerra da Independência Italiana (26 Abril - 12 Julho 1859), proporcionou a acção conjunta das forças francesas e italianas contra o Império Austríaco.

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3 - A Aliança Dual e a Liga dos Três Imperadores

A Aliança Dual

O Congresso de Berlim (1878) teve consequências importantes para a manutenção da paz na Europa. Em primeiro lugar, materializou mais um passo no sentido da desintegração do Império Otomano que perdeu para a Rússia territórios na região do Cáucaso e viu ser reconhecida a independência e a autonomia de outros territórios nos Balcãs. Aqui, as Potências europeias estabeleceram novas fronteiras, mas fizeram-no segundo um modelo que poderíamos chamar “colonial”, ou seja, desenharam o mapa da Península dos Balcãs de acordo com os seus interesses, sem terem em conta os interesses das minorias nacionais que procuravam libertar-se do domínio otomano. Não passou a existir uma “Grande Bulgária” ou uma “Grande Sérvia”, mas foi reconhecida a independência ou a autonomia a pequenos principados por forma que nenhum seria suficientemente forte para conseguir a unificação dos territórios que se iam libertando. Desta forma, para as Grandes Potências, tornava-se mais fácil o exercício da sua influência, em especial para a Áustria-Hungria e para a Rússia. Isto também significava que os Balcãs permaneciam uma região onde os interesses austríacos e russos poderiam colidir.

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2 - O Acordo dos Três Imperadores

A Europa e a Alemanha unificada

No dia 18 de Janeiro de 1871 concretizou-se a unificação da Alemanha. Guilherme II da Prússia foi aclamado Imperador e, nesta qualidade, passou a ser designado por Guilherme I da Alemanha. Estava assim criada uma nova entidade política que assumia a supremacia no Continente europeu, qualidade que até aí tinha pertencido à França. A supremacia não significava, portanto, a impossibilidade de ser derrotado num confronto com outra ou outras potências. Se o poder militar da Alemanha era suficiente para enfrentar qualquer das outras potências europeias, já o mesmo não se poderia dizer se confrontada com uma coligação de potências e, muito especialmente, se essa coligação obrigasse a uma guerra em duas frentes, como poderia ser o caso de uma aliança entre a França e a Rússia.

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