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Primeira Guerra Mundial

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A Primeira Guerra Mundial em África

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A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL EM ÁFRICA

A Primeira Guerra Mundial foi desencadeada por um conflito entre a Áustria-Hungria e a Sérvia, iniciado a 28 de julho de 1914, que, aparentemente, podia ter permanecido no âmbito regional. A mobilização na Rússia, em apoio da Sérvia, desencadeou a mobilização na Alemanha e na França. Estes processos de mobilização foram efetuados de acordo com os planos existentes em cada potência e a Alemanha pôs em prática o Plano Schlieffen que previa que as forças alemãs atravessassem o território belga, uma potência neutral, para invadirem a França. A Alemanha, herdeira dos acordos internacionais firmados pela Prússia, era, juntamente com o Reino Unido e outras potências, garante da neutralidade belga de acordo com o artigo 7° do Tratado de Londres de 8 de junho de 1839. A invasão da Bélgica foi decisiva para o Reino Unido entrar na guerra. O conflito deixou de ser um mero confronto regional entre a Áustria-Hungria e a Sérvia para ganhar uma dimensão europeia. Mas também passou a ser um conflito entre impérios. A Alemanha, a França, o Reino Unido e a Bélgica tinham impérios ultramarinos. Portugal, que não entrou imediatamente na guerra, também tinha o seu império e tinha de acautelar a sua defesa. No Portugal republicano há quase quatro anos, economicamente débil e politicamente instável, existia pelo menos um ponto de convergência para a generalidade dos partidos: a manutenção do império.

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Planos de guerra

As ações militares da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) não foram iniciadas de forma inopinada, mas seguiram planos que as Potências envolvidas tinham desenvolvido. Estas ações militares foram precedidas de outras, aplicadas pelos respetivos governos no campo da diplomacia, mas também, a nível interno, na preparação das forças armadas e dos numerosos e diversificados recursos necessários para apoiar as ações militares. Nos acontecimentos que antecederam o desencadear da guerra, os atores principais foram os líderes políticos, mas competia aos militares, de acordo com as orientações recebidas do poder político, prepararem as forças armadas para as prováveis situações de conflito então identificadas. Em 1914, tal como acontece hoje, foi o poder político a decidir a guerra. Em 1918, da mesma forma, foi o poder político que decidiu o fim da guerra. Durante o conflito foi o poder político que providenciou os recursos necessários às suas forças armadas. Estes processos não são possíveis sem uma íntima ligação entre os líderes políticos e militares porque, quando a relação com os outros Estados se deteriora ao ponto de desencadear um conflito armado, são as forças militares que assumem o papel de maior relevo. Nas potências intervenientes na Primeira Guerra Mundial existiam regimes políticos muito diferentes. Só existia uma república, a França, mas as próprias monarquias apresentavam diferenças muito grandes, como eram os casos, por exemplo, da monarquia britânica, democrática, e das monarquias russa e alemã, autocráticas. Estas diferenças ditaram diferentes formas de relacionamento entre o poder político e a instituição militar.

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Planos de guerra da França

No início da Primeira Guerra Mundial, a França acionou o seu Plano XVII, idealizado pelo General Joseph Joffre (1852-1931), Chefe do Estado Maior General desde 1911. Este plano, que entrou em vigor em 1913, foi o resultado de uma evolução que começou após a derrota dos exércitos franceses frente às forças prussianas e seus aliados na Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871. A partir de então, houve um intenso debate sobre a construção de um conceito de Defesa Nacional para a França, dando origem a importantes reformas estruturais que incidiram principalmente sobre o modelo de recrutamento e a organização e metodologia do sistema de estados-maiores no Exército Francês [COSSON, 2014, «Foundation of the New Republican Army (1871-1879)»].

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