Crónica de D. João I

O velho rascunho para uma edição adaptada ao português moderno da Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, foi substituído, até ao capítulo intitulado «Dos lugares que tomaram voz por Castela em todas as comarcas do reino» (cap. LXVIII na antiga edição da Livraria Civilização - Editora), pela actual versão publicada pelas Edições Húmus (que vai até ao cap. CVIII daquela edição da Civilização). Em 2016 conto substituir o restante deste meu velho rascunho pela sua versão actualizada.


Jorge Almeida
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Evolução dos Exércitos na Guerra Peninsular
Durante a Guerra Peninsular (1808-1814), as forças militares espanholas, portuguesas e britânicas enfrentaram os experimentados exércitos franceses. O processo foi dominado pelo comandante britânico (desde 1809) do corpo expedicionário enviado à Península Ibérica, Sir Arthur Wellesley, que imprimiu um carácter muito próprio às forças sob o seu comando. Por outro lado, em Portugal, William Carr Beresford reorganizou o Exército Português cujas unidades operacionais foram sendo integradas na força expedicionária britânica, com resultados notáveis, formando o chamado Exército de Wellington.
Este texto pretende transmitir, de uma forma muito sumária e simplificada, a forma como estas forças estavam organizadas e como evoluíram ao longo desta campanha, dando especial destaque ao Exército de Wellington já que se tratou de um caso extraordinário de “interoperabilidade”, expressão que adiante será explicada. No decorrer da Guerra Peninsular, os militares portugueses, devidamente organizados, equipados e abastecidos, mostraram estar à altura dos melhores. A forma como o Exército Português evoluiu neste período difícil deve, por isso, ser cuidadosamente analisada.
Anexo II- Cronologia das Guerras da Revolução Francesa - Introdução
A Cronologia das Guerras da Revolução Francesa é muito longa.
É longa por duas razões. Em primeiro lugar, porque abarca os acontecimentos militares de um período de dez anos, de 1792 a 1801, os anos em que começaram e terminaram as hostilidades, embora fosse necessário esperar por 1802 para que a paz fosse formalmente estabelecida entre a França e o Reino Unido. Em segundo lugar, porque envolve um elevado número de ações militares (combates, batalhas, cercos) em vários teatros de operações (Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, Dinamarca, Egito, Síria Otomana e ainda Portugal se considerarmos a Guerra das Laranjas como parte deste conjunto).